sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Zona Azul

Dias depois da audiência pública em que a população rechaçou veemente a proposta da Zona Azul, em São José, já surgem nos bastidores manifestações de apoio dos vereadores ao projeto do Executivo. Aliás, no outro lado da ponte, o prefeito Dário Berger (PMDB) jura de pé junto que não quer privatizar a Zona Azul da Capital. Argumenta que apenas pediu autorização para fazer uma concessão pública e modernizar o serviço. “A capital da tecnologia ainda tem sistema de estacionamento na base no bilhete. Dizem que quero privatizar com a minha empresa. Na verdade, é mais uma das teses esperidiônicas”, disparou ele.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cadê o marisco?

No lançamento da 5ª Marifest, quarta-feira, na Enseada de Brito, foi a ostra que roubou a cena. Entre os comes e bebes, praticamente não tinha marisco, que, no máximo, serviu de enfeite. Será mais um caso de preconceito em festas de contorno açoriano? Depois da maricota, agora, o pobre marisco. Há discriminação até no mundo dos moluscos.

A organização da Marifest poderia ter caprichado nos pratos a base de marisco durante o lançamento. Nem parece que Palhoça responde por 50% da produção nacional. São 183 maricultores que produzem seis mil toneladas por ano de marisco (mexilhão) e dois milhões de ostras anuais.

O senhor dos anéis

A cadeira do prefeito de São José só pode ser amaldiçoada, encantada, sei lá. Todos que lá sentam parecem ser levados a executar coisas inusitadas. Depois da era Fernando Elias (PR) e suas aventuras, surge o prefeito Djalma Berger (PSB) com a idéia de viajar sem entregar o bastão ao vice Telmo Vieira (PDT), como mandaria a lei. Está certo que o colega não é lá um amigão, na verdade, é quase uma relação ao estilo “Dormindo com o inimigo”. Contudo, a regra é clara. Não dá pra deixar o barco sem um comandante. O PSB e o PDT sabiam onde estavam pisando quando fizeram aliança nas últimas eleições municipais. Agora, não dá pra escolher quem vai tocar o barco na ausência. A não ser que o prefeito achasse um anel estranho e quisesse mudar o passado e o futuro das coisas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Urucubaca

Será a vingança do “Deus Mangue”, praga de jacaré ou há uma cabeça de burro enterrada embaixo de certo shopping da Capital? Não é possível. A série de eventos sinistros no empreendimento assusta. Ontem, mais um episódio lamentável marcou a tarde de quem visitou o local. Por uma coincidência mais estranha ainda, alunos faziam estudo sobre suicídio no shopping. É de dar calafrios.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Encontros e desencontros


A chegada da comitiva do governador Luiz Henrique (PMDB) e do prefeito Dário Berger (PMDB) teve a recepção do senador Raimundo Colombo e vice-governador Leonel Pavan (PSDB). Só faltou um pré-candidato, o presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, cujos movimentos de aproximação com o PT não teriam agradado LHS.

O encontro entre LHS e Pinho chegou a acontecer, segundo o colega Moacir Pereira. Durou apenas 30 minutos. O presidente do PMDB fez um relato de seus contatos com Michel Temer em Brasília e do crescimento da tese de candidatura própria à Presidência da República. Moreira viaja nesta terça-feira a Brasilia, onde terá reunião com a bancada federal do PMDB.

Foto: James Tavares/Secom

Não se engane


Não é aquilo que você está pensando. O governador Luiz Henrique (PMDB) não está entregando o governo ao prefeito Dário Berger (PMDB). Ela até queria que fosse verdade, mas está apenas servindo de testemunha para o retorno de LHS, ao lado dos também pré-candidatos ao governo, senador Raimundo Colombo (DEM) e vice-governador Leonel Pavan (PSDB).
Foto: James Tavares/Secom

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Olimpíadas no Iraque

Perfeito o comentário de Arnaldo Jabor sobre a clima de terror no Rio de Janeiro, onde um helicoptero foi abatido no ar quando sobrevoava o Morro dos Macacos, no último final de semana. No mundo do tráfico, não tem burocracia. “Olha lá o helicóptero, atira, atira, a aeronave cai. Coisa rápida”. A moderna e potente arma chegou dentro de um esquema de importação eficiente e ágil. No mundo do asfalto, conseguir recursos contra o crime ou para programas sociais e culturais de prevenção é um parto. “São R$ 100 milhões que chegarão em seis meses”. Para o financiamento de campanha o recurso vem rápido e dobrado, triplicado. “Se as armas vem por terra, mar e ar que acionem as forças armadas. Do contrário, se não dermos uma atenção devida para o Rio as Olimpíadas vão acabar sendo realizados no Iraque”.